[03/17] DEPRECIAÇÃO DE VEÍCULOS: DESCUBRA 7 FATOS IMPORTANTES QUE VÃO TE FAZER REPENSAR ESTE CUSTO

Depreciação de veículos

Depreciação de veículos é um assunto normalmente ignorado, quando falamos em cálculo de fretes. Isso acontece principalmente com os caminhoneiros autônomos, e você saber por quê?

A desculpa que eu mais ouço é que a coisa já está feia, e que se for para colocar este custo “extra”, o preço do frete acabará se tornando quase inviável para competir no mercado.

O problema é que não dá para calcular corretamente todas os seus custos, na categoria de transporte rodoviário de cargas, sem considerar a depreciação de veículos.

Tente imaginar, e entender, que um dia você precisará trocar de caminhão, ou renovar a sua frota, e aí como faz? Financia um novo? Compra um usado? Deixa de trocar o seu veículo e arca com as manutenções?

Ao longo do artigo, eu vou te explicar melhor por que você precisa levar em consideração, sempre, a depreciação de veículos, enquanto você trabalhar com transportes de cargas.

Portanto, se você quer dominar a arte de calcular fretes da forma correta, principalmente incluindo a depreciação de veículos, continue lendo este artigo. Nele vamos falar sobre:

  1. Que raios realmente é depreciação de veículos? Qual o conceito disso?
  2. Como fazer o cálculo corretamente?
  3. Qual a diferença da depreciação contábil para a gerencial?
  4. Que tabela de taxas de depreciação os contadores usam?
  5. Quais os tempos de depreciação de veículos que o mercado usa?
  6. Por que você deve usar a tabela FIPE como referência?
  7. Exemplo prático de depreciação pela tabela FIPE.

Gostou do que vem por aí? Então compartilhe esse post com seus amigos para que mais e mais pessoas entendam o que é depreciação de veículos e a importância do seu uso na formação do preço do frete.

DEPRECIAÇÃO DE VEÍCULOS: CONCEITO

Conceitos de depreciação

Entender exatamente o que significa depreciação é um primeiro passo, e muito importante por sinal.

Se você procurar no dicionário Aurélio, vai descobrir que depreciação significa desvalorização.

Quando trazemos isso para o universo dos transportes, depreciação significa que dia após dia a sua frota está perdendo valor, e que um dia você precisará trocar os veículos.

Você não vai trocar um veículo simplesmente porque ele perdeu valor, você irá troca-lo porque após um período as chances de quebra na estrada e perda de produtividade serão maiores.

Agora vamos simular uma situação que pode ter acontecido com você:

Suponhamos que você tenha recebido uma herança, e que com esse dinheiro você tenha comprado um Volvo FH 440 novinho em folha, zero quilômetro, e tenha pago por ele R$ 290 mil + R$ 70 mil pelo semirreboque.

Começou a trabalhar com este caminhão, e o preço cobrado do frete nunca incluiu a depreciação de veículos no cálculo.

Após 5 anos de uso do caminhão, você decide trocá-lo por um novo, mas você não fez qualquer reserva de caixa para a compra desse caminhão novo.

Aí eu te pergunto:

  • Foi um bom negócio para você ter trabalhado por 5 anos com um bem que valia R$ 360 mil, e agora só vale R$ 200 mil?
  • Como você vai fazer para comprar agora um veículo zero quilômetro? Vai dar esse de entrada e financiar o restante? (Lembre-se que você tinha o dinheiro de um veículo inteiro, e não precisava financiar nada)
  • Será mesmo que não é justo cobrar um adicional no frete pela depreciação do seu veículo?

É exatamente por isso que existe a depreciação, para que você possa considerar que o seu veículo não é eterno e, uma hora ele precisará ser trocado.

Portanto considerar a depreciação na hora de você fazer o cálculo de fretes é fundamental.

Planilha de Cálculo de Frete Rodoviário

COMO FAZER O CÁLCULO CORRETAMENTE

Como fazer o cálculo de depreciação

Existem algumas formas que você pode utilizar para fazer o cálculo da depreciação do seu caminhão ou da sua frota.

O jeito mais fácil de pensar em cálculo de depreciação é imaginar quando você irá trocar o seu veículo e o implemento rodoviário (semirreboque, caçamba, furgão, carroceria).

Então vamos lá, para esse exercício vamos pegar o mesmo veículo que eu citei na parte de cima do texto.

  • FH 440 ano 2011 comprado zero km: R$ 290 mil
  • Semirreboque ano 2011 comprado zero km: R$ 70 mil
  • Tempo para troca do veículo: 5 anos (esse tempo é um exemplo, poderia ser mais ou menos tempo sem problemas)
  • FH 440 ano 2011 para venda em 2016: R$ 165 mil
  • Semirreboque ano 2011 para venda em 2016: R$ 34 mil

Neste exemplo, o veículo completo teve uma desvalorização de R$ 161 mil ao longo de 5 anos.

Para que você possa considerar essa desvalorização como um custo fixo mensal, é preciso pegar este valor e dividir por 60 meses (5 anos).

Depreciação = ([valor de compra] – [valor de venda]) / [tempo]

Depreciação = (R$ 360 mil – R$ 199 mil) / 60 meses

Depreciação = R$ 2.683,33 por mês

Sim, eu sei que esse valor é bem alto, mas isso é quanto esse veículo está se desvalorizando todo mês, e por isso alguém tem que pagar essa conta.

Se não for o seu cliente, será você.

DEPRECIAÇÃO CONTÁBIL E GERENCIAL

Diferenças entre depreciação contábil e gerencial

O cálculo que te expliquei logo acima é do tipo gerencial, ou seja, é um jeito informal e prático para você saber quanto de depreciação sua frota sofre mensalmente.

É muito simples de usar e você pode considerar o valor como um custo fixo mensal na hora de fazer o seu cálculo de frete.

Porém, você pode querer usar no lugar da depreciação gerencial, a depreciação contábil.

Para que você não se sinta confuso, eu resolvi colocar aqui também este método, porque assim você entende a diferença entre ambas.

A depreciação contábil é muito utilizada por médias e grandes empresas, porque estas trabalham em um regime fiscal diferente das pequenas empresas e dos caminhoneiros autônomos.

Existe uma tabela de depreciação, estabelecida pela Receita Federal.

VeículosTaxa de depreciaçãoPrazo
Tratores25% ao ano04 anos
Veículos de passageiros20% ao ano05 anos
Veículos de carga20% ao ano05 anos
Caminhões fora-de-estrada25% ao ano04 anos
Motociclos25% ao ano04 anos

Na depreciação contábil, é importante frisar que existe um valor residual, ou seja, ao final do tempo de depreciação, o veículo é contabilizado por um percentual pré-estabelecido, e não pelo seu valor real de mercado.

Usando ainda como exemplo o veículo Volvo FH 440 que citei acima, vamos ver como ele ficaria se fosse calculada a depreciação contábil.

  • FH 440 ano 2011 comprado zero km: R$ 290 mil
  • Semirreboque ano 2011 comprado zero km: R$ 70 mil
  • Tempo de depreciação contábil deste veículo: 5 anos
  • Taxa de valor residual para veículos de carga: 20%
  • Valor residual do caminhão ao final da depreciação: R$ 58 mil
  • Valor residual do semirreboque ao final da depreciação: R$ 14 mil

É óbvio que as médias e grandes empresas, que usam a depreciação contábil, não irão vender esses bens pelos valores citados no exemplo, isso serve para:

  • Fazer o cálculo do frete a ser cobrado do cliente
  • Fins de imposto de renda das empresas

Porém eu acho que muitas vezes estes valores acabam fugindo muito da realidade que vivemos.

TAXAS DE DEPRECIAÇÃO USADAS POR CONTADORES

Tabela de taxas de depreciação

Não são só os veículos que seguem uma tabela com taxas e tempos de depreciação, muitos outros ativos das empresas seguem o mesmo padrão.

Isto é muito importante porque coloca a depreciação como um fator fundamental em qualquer empresa que queira fazer uma boa gestão de seus bens.

A tabela de depreciação determina um tempo de vida útil de cada ativo, estipulando (em teoria) quando a empresa deverá trocar por um novo, além de quanto ela precisará reservar para poder fazer isso.

Mas vamos lá, quais outros ativos podemos considerar como depreciáveis, e qual é a taxa e tempo de depreciação de cada um?

BensTaxa de DepreciaçãoPrazo
Móveis e Utensílios10% ao ano10 anos
Máquinas e Equipamentos10% ao ano10 anos
Computadores e periféricos20% ao ano05 anos
Edificações04% ao ano25 anos
TerrenosNão sofre Depreciação00 anos
Instalações10% ao ano10 anos

Com as duas tabelas citadas, a de veículos e os demais bens, qualquer contador poderá determinar a depreciação de praticamente qualquer bem dentro de uma empresa.

TEMPO DE DEPRECIAÇÃO DE VEÍCULOS

Tempos de depreciação

Trazendo para o nosso mercado, o de transporte rodoviário de cargas, talvez você não possa considerar a depreciação contábil como um fator de cálculo para entender esse custo fixo.

Isso porque, se levarmos em conta essa prática, precisaríamos considerar que um veículo valeria apenas 20% do seu valor de compra após 5 anos.

Pegando novamente o exemplo do Volvo FH 440, vamos entender quanto de custo fixo mensal você teria se considerasse a depreciação contábil.

  • Valor de compra do FH 440 ano 2011: R$ 290 mil
  • Valor de compra do semirreboque ano 2011: R$ 70 mil
  • Valor residual do caminhão ao final da depreciação: R$ 58 mil
  • Valor residual do semirreboque ao final da depreciação: R$ 14 mil
  • Valor depreciado dos dois veículos ao final de 5 anos: R$ 288 mil
  • Custo mensal fixo de depreciação: R$ 4,8 mil

Veja que este valor de R$ 4,8 mil por mês é impraticável, ainda mais com a condição financeira do país e da categoria de transportes.

Nenhuma empresa, por maior que seja, consegue embutir um custo fixo mensal nesse valor e ainda conseguir lucrar com a atividade.

Valores práticos de mercado

É por isso que você precisa trabalhar conforme a prática de mercado, ou seja, entender que um caminhão tem uma vida útil maior que 5 anos, e que o seu valor residual é maior que 20% ao final de 60 meses.

A verdade é que a frota brasileira tem uma idade média de 9,6 anos entre as empresas, e de 17,6 anos entre os caminhoneiros autônomos, o que não é legal por ser um risco nas estradas, mas demonstra como a depreciação contábil de 5 anos apenas está fora de contexto.

Para efeito de cálculo, eu sugiro que você sempre trabalhe com uma média entre:

  • 8 e 10 anos para veículos pesados
  • 7 e 9 anos para veículos semipesados
  • 5 e 7 anos para veículos leves

USANDO A TABELA FIPE COMO REFERÊNCIA

Tabela FIPE Caminhões

A tabela FIPE pode ser uma excelente referência quando o assunto é depreciação de veículos, e você sabe por quê?

Imagine que existem inúmeros fatores que podem influenciar o preço de um veículo, desde o lançamento de um modelo novo pelo fabricante, até questões de mercado como concorrência e baixa demanda, como estamos vivendo atualmente.

A tabela FIPE irá te mostrar números médios reais, com base no que está acontecendo de fato no mercado, e assim você poderá calcular a real depreciação do seu veículo, sendo justo com o seu cliente e com você mesmo.

Com a facilidade da internet, estes números estão a um clique, e você pode facilmente pesquisar o seu veículo, ano a ano, mês a mês, e definir a depreciação.

É claro que você não irá pesquisar todo mês para definir o seu custo fixo de depreciação, a ideia é que a tabela FIPE possa ser uma referência, e assim você defina um valor fixo mensal que constará todos os meses na sua planilha de cálculo de fretes.

EXEMPLO PRÁTICO DE DEPRECIAÇÃO PELA TABELA FIPE

Estou, desde o início, falando do Volvo FH 440, não é mesmo? Não poderia deixar de usá-lo agora como o exemplo prático.

Busquei no site da FIPE os valores mês a mês deste modelo de veículo (FH 440 4×2 2p), desde junho de 2011 até junho de 2016, e o resultado foi o seguinte:

AnoMêsPreço Médio Perda/Ganho Mês
2011junho R$ 338.722,00 R$ -
2011julho R$ 289.896,00 R$ 48.826,00
2011agosto R$ 289.635,00 R$ 261,00
2011setembro R$ 289.491,00 R$ 144,00
2011outubro R$ 287.917,00 R$ 1.574,00
2011novembro R$ 285.083,00 R$ 2.834,00
2011dezembro R$ 278.991,00 R$ 6.092,00
2012janeiro R$ 272.294,00 R$ 6.697,00
2012fevereiro R$ 270.020,00 R$ 2.274,00
2012março R$ 271.150,00 -R$ 1.130,00
2012abril R$ 271.045,00 R$ 105,00
2012maio R$ 270.127,00 R$ 918,00
2012junho R$ 268.559,00 R$ 1.568,00
2012julho R$ 268.300,00 R$ 259,00
2012agosto R$ 267.240,00 R$ 1.060,00
2012setembro R$ 266.125,00 R$ 1.115,00
2012outubro R$ 264.456,00 R$ 1.669,00
2012novembro R$ 262.436,00 R$ 2.020,00
2012dezembro R$ 260.602,00 R$ 1.834,00
2013janeiro R$ 258.542,00 R$ 2.060,00
2013fevereiro R$ 256.264,00 R$ 2.278,00
2013março R$ 255.023,00 R$ 1.241,00
2013abril R$ 266.200,00 -R$ 11.177,00
2013maio R$ 268.115,00 -R$ 1.915,00
2013junho R$ 268.105,00 R$ 10,00
2013julho R$ 268.200,00 -R$ 95,00
2013agosto R$ 269.228,00 -R$ 1.028,00
2013setembro R$ 271.407,00 -R$ 2.179,00
2013outubro R$ 271.901,00 -R$ 494,00
2013novembro R$ 271.110,00 R$ 791,00
2013dezembro R$ 266.560,00 R$ 4.550,00
2014janeiro R$ 270.514,00 -R$ 3.954,00
2014fevereiro R$ 267.478,00 R$ 3.036,00
2014março R$ 264.154,00 R$ 3.324,00
2014abril R$ 260.401,00 R$ 3.753,00
2014maio R$ 256.521,00 R$ 3.880,00
2014junho R$ 252.802,00 R$ 3.719,00
2014julho R$ 249.115,00 R$ 3.687,00
2014agosto R$ 248.724,00 R$ 391,00
2014setembro R$ 245.090,00 R$ 3.634,00
2014outubro R$ 241.470,00 R$ 3.620,00
2014novembro R$ 240.514,00 R$ 956,00
2014dezembro R$ 239.332,00 R$ 1.182,00
2015janeiro R$ 238.267,00 R$ 1.065,00
2015fevereiro R$ 235.178,00 R$ 3.089,00
2015março R$ 234.160,00 R$ 1.018,00
2015abril R$ 231.153,00 R$ 3.007,00
2015maio R$ 230.435,00 R$ 718,00
2015junho R$ 227.408,00 R$ 3.027,00
2015julho R$ 224.371,00 R$ 3.037,00
2015agosto R$ 220.306,00 R$ 4.065,00
2015setembro R$ 217.433,00 R$ 2.873,00
2015outubro R$ 214.730,00 R$ 2.703,00
2015novembro R$ 212.004,00 R$ 2.726,00
2015dezembro R$ 211.438,00 R$ 566,00
2016janeiro R$ 206.600,00 R$ 4.838,00
2016fevereiro R$ 205.713,00 R$ 887,00
2016março R$ 200.817,00 R$ 4.896,00
2016abril R$ 196.178,00 R$ 4.639,00
2016maio R$ 168.100,00 R$ 28.078,00
2016junho R$ 167.992,00 R$ 108,00

A última coluna mostra, teoricamente, quanto você deveria embutir de custo fixo com depreciação por mês do veículo, não esquecendo que ainda existe o semirreboque.

Como esse cálculo ficaria muito difícil, já que cada mês tem variação em relação ao anterior, a sugestão é que você faça uma média.

Note que, no mês de maio de 2016, por exemplo, o veículo perdeu R$ 28.078,00 de seu valor. Isso é uma prova de que, de forma prática, os números são bem diferentes da teoria, e por isso você precisa ficar ligado.

CONCLUSÃO: DEPRECIAÇÃO DE VEÍCULOS

Conclusão sobre depreciação de veículos

Apesar de saber que está muito difícil hoje em dia você conseguir embutir todos os custos no cálculo de frete, eu preciso te dizer o que está certo e o que está errado.

Se você tem dificuldades em entender por que no longo prazo você acaba tendo um caminhão ou uma frota sucateada, sem condições de reposição, talvez aqui esteja a resposta.

Por mais difícil que seja, repassar os seus custos aos seus clientes, meu papel aqui com você é realmente te mostrar todos esses custos.

Agora, se a decisão sua for de não repassar, pelo menos agora você está ciente de que o custo com depreciação de veículos existe.

Aproveite, e não deixe de ver os demais artigos da série sobre cálculo de fretes:

Série: Cálculo de fretes

  • [01/17] – Como fazer o cálculo de fretes sem perder dinheiro.
  • [02/17] – Por que você pode perder dinheiro se não calcular a cubagem?
  • [03/17] – 7 motivos para você considerar a depreciação no seu cálculo de fretes.
  • [04/17] – Por que o custo de oportunidade não pode ficar de fora da sua planilha?
  • [05/17] – Como calcular seu custo fixo por dia?
  • [06/17] – Quais as vantagens de saber o custo variável por km rodado?
  • [07/17] – 7 fatos que talvez você não saiba sobre custo direto.
  • [08/17] – Por que normalmente os autônomos se esquecem do custo indireto?
  • [09/17] – Qual a maneira correta de calcular o Ad Valorem?
  • [10/17] – Qual o percentual correto deve ser utilizado no GRIS?
  • [11/17] – Tabela completa com todas as generalidades cobradas no mercado.
  • [12/17] – Como fazer o cálculo do pedágio usando mais de um formato?
  • [13/17] – A carga tributária que você paga atualmente está correta?
  • [14/17] – Qual margem de lucro devo usar no mercado de transportes?
  • [15/17] – Como colocar corretamente os ingredientes para a formação do preço do frete?
  • [16/17] – Qual é o ponto de equilíbrio de uma viagem?
  • [17/17] – Planilha de frete, que automatiza o processo de cálculo de fretes.

Se ficou alguma dúvida, ou você algum comentário ou sugestão, por favor coloque logo abaixo nos comentários.

Forte abraço e até o próximo artigo!
Ed Trevisan

Planilha de Cálculo de Frete Rodoviário

  • Jefferson Siqueira

    Muito bem explicado Ed. Parabéns e muito obrigado!

  • Diego Scofoni

    Boa tarde. Desculpe a msg no fim de semana espero que eu não atrapalhe. Queria começar agradecendo pelos post sofre custo e outras assuntos que irão a vir na sua página, está sendo de suma importância para mim. Mas hj vim te pedir um conselho, acredito que seu tempo é bem corrido e se nao poder responder… serei grato por ter essa pagina em aberto aprendizado.
    Pois bem, tenho 26 anos vou tirar minha cnh E em novembro e no começo do ano estou com pensando em tirar logo um bitrem. Nao possuo dinheiro em caixa, gostaria de saber se há como eu financiar um bitrem e se o próprio bitrem serve como garantia para o banco. Gostaria de saber se compensa comprar um caminhão mais antigo, penso em um 2005 pois acredito que seria bastante pequena a desvalorização do veículo. Se as empresas aceitam fretes com caminhas desses anos. Compensa isso?
    Obrigado pela disponibilidade da msg
    .

    • Prezado Scofoni ;

      Minha opinião sobre sua consulta / duvida :
      Você tem de verificar se já possui tempo suficiente de habilitação para solicitar a categoria ” E ” . O exame prático costuma ser bem rigoroso além do que além do MOPP deverá ter também várias outras licenças para que viabilize todo o transporte de produtos como por exemplo licença no ministerio do exercito , abiquim , ibama e etc…

      O mercado para esse tipo de equipamento ainda é muito restrito e isso com certeza dificultará retornos a não ser que já tenha uma Empresa que celebrará um contrato com você.

      Quanto ao financiamento ( o próprio Banco financia o equipamento porém existe garantias para tal como por exemplo : entrada de 35 % um contrato com a Empresa que pretende trabalhar ; referencias pessoais e avalista.

      Em se tratando de um equipamento mais caro o investimento inicial é muito grande além do custo de manutenção – incluindo os pneus que sempre são alvo de furto em se tratando de bi trem ….

      Quanto ao ano do equipamento muitas Empresas priorizam veiculos mais novos e mesmo que
      consiga agregar o ano 2005 esta perto de entrar na faixa de muita manutenção o que implica em dois problemas:

      1) a necessidade de manutenções ;

      2) a falta de remuneração nos dias do conserto .

      Como não tenho informação de em qual Empresa trabalha atualmente e do tipo do caminhão que esta acostumado sugiro pensar em ter um cavalo mecânico em excelente estado de conservação e agregue-o em uma Empresa tradicional que engatará uma carreta própria. Assim você fica livre de ter de procurar carga e contará com o apoio da Empresa. Mas para frente ou até mesmo quando conseguir um bom contato pense em carregar diretamente para o embarcador e fidelize o atendimento.

      No mais e caso queira . disponibilizo-me em avançar no assunto.

      Desejo-lhe sucesso .

      • Excelentes colocações Zé Maria, parabéns!
        Diego, eu concordo plenamente com o Zé Maria, é muito difícil entrar no ramo comprando um veículo caro e complexo como um bitrem, a ideia de um cavalo mecânico sem dúvida é melhor. Abs.

      • Diego Scofoni

        Ok.. obrigado pelo esclarecimento.

  • Cássio Abreu

    Ed Trevisan, Parabéns pelo nível de informação que o site divulga. Tenho aprendido muio lendo seus artigos.
    Deixar transportadores e autônomos cada vez mais informados sobre os métodos de como são calculados os custos e a formação do preço, sem dúvida é chave para o crescimento e a valorização do segmento! Devemos todos, divulgar sites de qualidade como este!

    Gostaria da sua opinião de como obter melhores informações para o cálculo de depreciação dos veículos. Acredito que como a maioria, utilizo a tabela FIPE como referência para Caminhões, etc. No entanto tenho dificuldades para firmar um padrão quando falamos dos semi-remoques (carretas carga seca, pranchas, extensivas).

    Teria algum site de referência para indicar? Tenho utilizado mercado livre e outros sites de vendas , mas os valores variam muito.

    Grato,
    Cássio Abreu

    • Olá Cássio, tudo bem?

      Obrigado pelo seu feedback e prestígio ao ler meus artigos, fico honrado.

      Por coincidência, esses dias me apresentaram o site http://tabelalink.com.br, que tem o objetivo de dar uma referência de preços ao mercado de implementos rodoviários.

      Eu acredito que este site poderá te dar a referência que você necessita.

      Agradeço se puder nos dizer aqui se lhe foi útil.

      Um abraço.
      Ed

  • Bom dia a todos.

    Em especial meu amigo e parceiro Ed sucesso na nova fase.

    Infelizmente os cálculos de depreciação apresentam divergências de valores, ainda mais nesta época de crise, a dificuldade de repassar alguns custos, como por exemplo os aumentos do diesel, são aumentos significativos no transporte e acrescentar a depreciação seria mais do que inviável.
    Na verdade, o meu ponto de vista em relação ao assunto é que; Qualquer tipo de calculo que se faça para adequar os custos do transporte ou amenizar as despesas de custos diretos ou indiretos, estes incalculáveis no transporte autônomo principalmente, não terão tanta eficácia caso sejam feitos somente pelos dono de frotas ou de um único veículo.
    Se a parte da administração pública não rever e reformular a carga tributária do pais, nós vamos sempre calcular e recalcular e não repassaremos os custos, e sempre vamos tirar da margem de lucro esta diferença até chegar ao ponto de equilíbrio destas contas. ou seja, trabalharemos tão somente para pagar impostos e não teremos lucro.

    Abraços
    Alexsander

    • Alexsander, meu caro.
      Obrigado pela sua contribuição por aqui.
      Realmente é muito difícil para o autônomo repassar estes custos, e esse papel acaba ficando muitas vezes somente com as empresas.
      É preciso buscar a diferenciação para agregar valor no serviço, do contrário o embarcador não vê nenhuma vantagem em pagar “a mais”, o que na verdade seria apenas o justo.
      Grande abraço.

  • Abraços

  • GUILHERME

    Bom dia,
    Referente a depreciação, não entendi exatamente como calcular da mesma forma que o primeiro exemplo, pois só tem o resultado e não achei a formula de cálculo.
    minha dúvida é o seguinte:
    Na minha empresa tem em torno de 25 caminhões, entre carretas e trucks de diferentes modelos e anos, como faço a depreciação destes? Quero chegar em um valor diário para ser descontado no momento do acerto.
    Tem uma forma de chegar ao cálculo de custo diário dos pneus?

    • Opa Guilherme, tudo bem?

      Vamos às respostas:

      Sobre os seus 25 veículos, eu sugiro que você crie uma planilha no Excel, colocando cada veículo em uma linha. E nas colunas coloque o:
      – preço de compra,
      – preço estimado atual,
      – desvalorização (atual – compra),
      – número de meses no período
      Aí é só dividir a desvalorização de cada veículo pelo número de meses, e você terá a depreciação por mês. E para chegar na depreciação por dia é só dividir por 22 dias úteis, ou 30 dias se preferir.

      Quanto à pergunta sobre os pneus, entendo que não tem nada a ver com depreciação, correto? Isso é assunto para um outro artigo, que você pode ver aqui: http://fretecomlucro.com/custo-variavel/

      Abraço.
      Ed

  • Welington Feitosa

    Eu li em uma página na internet que quem utiliza o lucro real somente poderá utilizar o método de depreciação contábil. Isso é verdadeiro?

    • Olá Welington, tudo bem?
      Sim, especialmente no lucro real é necessário usar as alíquotas estabelecidas pela Receita Federal, porque do contrário o contador poderia manipular o lucro, e por consequência os valores de imposto de renda, etc

      • Welington Feitosa

        Entendi, obrigado. Então, em nenhuma hipótese poderia usar no lucro real a depreciação gerencial, mesmo fazendo ajuste no lalur?